Open Finance News - Digitalização financeira: tendência em comunidades

Mais de um terço tem conta digital e prefere usar Pix para receber dinheiro

A maioria dos habitantes do G10 favelas, grupo de comunidades com maior potencial econômico do país, tem conta bancária e usa aplicativos para fazer suas movimentações financeiras. Essa população também aderiu rápido ao uso do Pix para receber dinheiro, e um terço já usa bancos digitais. Esses dados foram revelados por um levantamento que acaba de ser divulgado pelo Outdoor Social Inteligência®, instituto de pesquisa voltado para a classe C.

“O fato de 30% utilizarem o banco digital mostra o quanto essa população está antenada em novas formas de poupar e até mesmo investir o seu dinheiro. Esse estudo faz parte do levantamento Persona Favela, que iniciamos este ano e mostra o quanto os moradores desses territórios estão acompanhando algumas tendências de consumo de outras classes sociais”,

conta Emília Rabello, fundadora do instituto de pesquisa

Segundo Emília, foi uma surpresa ouvir os entrevistados citando fintechs recém-lançadas. Entre os dez bancos mais utilizados pelos moradores do G10, cinco são fintechs. “Fomos até pegos de surpresa ao ver que algumas fintechs recém-lançadas foram citadas pelos entrevistados”, [MMCC1] [SL2] diz Emília.

A digitalização é uma tendência apontada pelos habitantes do G10. Dos 86% que afirmam ter conta bancária, 30% têm conta digital e 34% usam Pix para receber dinheiro. A pesquisa revela que 72,5% dos entrevistados acessam o banco pelo aplicativo e apenas 39,7% preferem ir presencialmente à agência.

As maquininhas também foram citadas como meio de receber pagamentos por 18% dos entrevistados. Embora 55% ainda afirmem receber seus pagamentos em cédulas, Emília observa que a adesão do Pix avança entre microempreendedores. Entre as regiões brasileiras, a maior adesão ao Pix está no Nordeste (36%), seguido do Sudeste (34%), Sul (32%) e Norte e Centro Oeste (31%).

“O dinheiro em espécie sempre foi o mais utilizado pela garantia e agilidade, porém, isso está ficando para trás. Atualmente, nem todas as pessoas têm o costume de sacar dinheiro e, com isso, os pequenos e até microempreendedores passaram a trabalhar com o Pix, que é prático e automático”

avalia Emília

Os dados revelados pelo Outdoor Social Inteligência® mostram o potencial da nova economia nas favelas, que vem se tornando um ambiente cada vez mais fértil para o empreendedorismo digital e os novos ecossistemas de meios de pagamento. Um bom estímulo para que fintechs e empreendedores digitais inovem na direção dessas comunidades. Talvez a comemoração de mais um Dia da Favela, 4 de novembro, data reconhecida internacionalmente desde 1900, segundo a Central Única das Favelas (Cufa), possa dar mais um passo rumo à digitalização de negócios mais sustentáveis e inclusivos.

Sobre o levantamento

O Outdoor Social entrevistou 435 pessoas nas cinco regiões do Brasil, sendo 60% homens e 40%, mulheres. Com relação à faixa etária, 25,6% têm entre 18 e 24 anos; 27,5% estão na faixa de 25 e 34 anos; 23,7% têm entre 35 a 44 anos; 13%, de 45 e 54 anos, e 10% apresentam mais de 55 anos.

Do total de participantes do levantamento, 19% afirmam trabalhar como autônomos, 18% trabalham no setor de serviços, 14% são microempreendedores, 12% atuam no comércio, 14% estão desempregados. A minoria se apresentou como aposentado (4,8%) e funcionário público (4,2%).

Os entrevistados são moradores das seguintes comunidades: Belém (PA): Baixada Nova Jurunas, Condor/ Manaus (AM): Cidade de Deus/ Fortaleza (CE): Pirambú/São Luís (MA): Coroadinho/ Recife (PE): Casa Amarela/ Salvador (BA): Complexo de Amarelinha/ Brasília (DF): Sol Nascente/ Belo Horizonte (MG): Aglomerado da Serra/ Rio de Janeiro (RJ): Rocinha, Rio das Pedras/ São Paulo (SP): Heliópolis, Paraisópolis/ Curitiba (PR): São Domingos Agrícola/ Porto Alegre (RS): Cruzeiro do Sul.

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